terça-feira , 18 fevereiro 2020

Além de praias, Santos atrai turistas pela arquitetura e por sua história

Jardim da Orla, que se estende do José Menino até a Ponta da Praia, é reconhecido como o maior jardim de praia do mundo. Foto: Rubens ChiriPara quem pensa que Santos só atrai turistas por conta de suas praias está bastante enganado. A cidade, a 83 quilômetros da capital, tem muitas opções de lazer além do mar, como os prédios históricos, o passeio de bonde, o porto e a Vila Belmiro – estádio do time da baixada santista – e o orquidário municipal.

Visitar o porto ou o prédio da Alfândega pode ser uma boa opção de passeio. O local onde hoje ela funciona, na Praça da República, data de 1930 e passou por uma reforma em 2003. E depois disso, para continuar conhecendo da arquitetura e da história local, o turista pode passar pela Bolsa do Café, localizada num edifício ainda mais antigo, de 1922, construído em homenagem ao centenário da Independência do País. Era ali onde ficava a Bolsa Oficial, que servia para controlar, centralizar e organizar as operações comerciais envolvendo o café. Hoje, suas dependências funcionam como museu.A Cadeia Velha, ainda em fase de construção no ano de 1865, abrigava tropas brasileiras que lutavam na Guerra do Paraguai; foi desativada e tombada em 1981. Foto: Miguel Schincariol

Além disso, a Cadeia Velha, desativada e tomada em 1981, serviu de abrigo para as tropas brasileiras que lutavam na Guerra do Paraguai. Detalhe: nesta época, 1865, o prédio – que também é conhecido como Casa de Câmara e Cadeia – ainda estava em fase de construção. Outro ponto turístico que conta mais da história local é o Paço Municipal. O Palácio José Bonifácio, que o abriga, foi construído entre 1937 e 1939 e foi inspirado nas linhas clássicas dos prédios públicos gregos.

O Correio e Telegrapho teve seu prédio inaugurado em 30 de novembro de 1924, tem quatro pavimentos, conta com três portas em arco na fachada principal e foi reformado em 1988.

O edifício onde funciona a Alfândega de Santos, na Praça da República, data de 1930 e passou por uma reforma em 2003. Foto: Miguel SchincariolLocalizada no Centro Histórico de Santos, a Rua do Comércio ainda guarda o charme do período colonial, ressaltada pelo projeto de revitalização. Já no Largo Marquês de Monte Alegre, o turista pode visitar os casarões do Valongo que tiveram seu auge na metade do século 20. Após revitalização do bairro, a Secretaria Municipal de Turismo se instalou por lá.

Mas quem mesmo assim ainda quiser dar um passeio perto do mar, o Jardim da Orla, que se extende do José Menino até a Ponta da Praia, com seus 5.335m de comprimento, largura de 50m e 218.800 m2 de gramados, alamedas de palmeiras e mais de 70 espécies de flores, é reconhecido como o maior de praia do mundo pelo Guinnes World Records. Ainda há também o Aquário Municipal que foi recentemente reformado e ampliado, sendo hoje a atração turística mais visitada da cidade. Reúne mais de 4000 animais entre peixes, aves, répteis, anfibios e mamíferos de água doce e salgada.Além da linha turística, um dos bondes que serviram a cidade funciona como centro de apoio aos turistas na Praia do Gonzaga. Foto: Rubens Chiri

Quem quiser continuar conhecendo plantas e animais, pode esticar o passeio e dar um pulo ao Orquidário Municipal. Seu lago abriga carpas, tartarugas e recebe aves migratórias. Diversos animais passeiam livre, como cotias, jabutis e saracuras. Num viveiro, é possível a interação de visitantes com tucanos, flamingos, socós, frangos d’água, entre outros.

A viagem pode ficar ainda mais divertida com uma voltinha no Bonde Turístico. Primeira cidade a ter um serviço de bondes (1871), Santos ainda mantém a tradição. Além da linha turística, um dos bondes que serviram a cidade, funciona como centro de apoio aos turistas na Praia do Gonzaga, junto à Praça das Bandeiras.

Bolsa do Café, localizada num edifício de 1922, servia para controlar, centralizar e organizar as operações comerciais envolvendo o café; hoje, funciona como museu. Foto: Miguel SchincariolCorreio e Telegrapho teve seu prédio inaugurado em 30 de novembro de 1924 e reformado em 1988. Foto: Miguel Schincariol

 

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