segunda-feira , 20 setembro 2021

Alimentação X Vida Moderna –

Perfil alimentar dos brasileiros
A correria das grandes cidades tem provocado mudanças significativas nos hábitos alimentares da população brasileira nos últimos anos. Trocou-se a hora do almoço em casa pelo famoso prato feito (PF), pela comida no peso dos self-services e pelos sanduíches dos fast-food. O hábito pode trazer problemas à saúde, como a obesidade e outras doenças com origem na ingestão de alimentos muito calóricos, com excesso de açúcar e sal. Mas é possível comer com qualidade na rua, com uma escolha adequada do cardápio. É o que asseguram os profissionais de saúde.
As alterações no perfil alimentar dos brasileiros têm ligação com as transformações econômicas, sociais e demográficas que aconteceram no País nas últimas décadas. Em um Brasil mais urbano e com grandes exigências de cumprimento das jornadas profissionais, as pessoas dispõem de menos tempo para realizar suas refeições.
A mesma industrialização que encurtou ou acabou com o horário para o almoço caseiro trouxe uma nova concepção de gêneros alimentícios. A modernização favoreceu o aumento do comércio de alimentos industrializados. Esses produtos são de fácil acesso e têm seu consumo incentivado pela mídia.
De acordo com estudos realizados nos últimos 30 anos, como as Pesquisas de Orçamento Familiar (POF), demonstram que cresceu o consumo de comidas industrializadas ricas em gordura, sal e açúcar, ao mesmo tempo em que houve redução no consumo de raízes, legumes, verduras, tubérculos e frutas.
A última Pesquisa de Orçamento Familiar, realizada em 2003, constatou que a alimentação é a segunda maior despesa dos brasileiros. Perde apenas para a habitação. Famílias da área urbana gastam 20% de sua renda com comida, enquanto as da área rural reservam 35% para essa finalidade. Em média, o brasileiro destina quase um quarto das despesas com comida e alimentação na rua. As pessoas do meio urbano são as que mais se alimentam fora do lar. Elas destinam em média 24% dos gastos com alimentação para essa finalidade. Já a população rural não usa mais do que 13% para comer fora. Quando se comparam os hábitos alimentares de quem vive na cidade e de quem vive no campo, há outros dados expressivos. A população urbana gasta pouco mais do que 10% com cereais e leguminosas, enquanto a população rural destina em torno de 16,9% para esses produtos.Esses estudos sobre alimentação também demonstram que nos últimos anos as bebidas industrializadas cresceram no gosto da população, principalmente nas grandes cidades.

DICA:

Coloque sua saúde em PRIMEIRO LUGAR! Seja criterioso na escolha do restaurante ou lanchonete onde você fará sua refeição. O primeiro aspecto a ser observado deve ser a higiene do local, de utensílios, equipamentos e funcionários. É imprescindível que todo local que fornece refeições ou lanches tenha água corrente, elemento fundamental que garante o mínimo de condições para a adequada higiene alimentar e de utensílios.
Na hora de escolher o cardápio, resgate os hábitos alimentares brasileiros e tão saudáveis (ARROZ + FEIJÃO) que vêm sendo substituídos pela junk food e fast food, devido a forte influência do jeito norte americano de comer, onde mais de 65% da população encontra-se obesa.
Por isso fique ligado nas suas escolhas!

“O que vai para o prato de uma pessoa, diz muito mais sobre sua saúde física e mental do que pode-se imaginar”.
Quer saber mais? Procure um(a) nutricionista.

Danielle C. Cardoso Van Eyken ( Nutricionista –Personal Diet)

Fonte: Fonte: Agência Saúde

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