quinta-feira , 19 maio 2022

Entrega da primeira etapa do Parque Leopoldina-Villas Bôas

A cidade de São Paulo ganhou mais uma área verde. Nesta quinta-feira (7), o prefeito Gilberto Kassab e o governador José Serra entregaram a primeira etapa do Parque Leopoldina-Villas Bôas, na Zona Oeste. Resultado de uma parceria entre a Prefeitura e o Governo do Estado, o parque Leopoldina-Villas Bôas está localizado na avenida Embaixador Macedo Soares, altura do nº 8.000, junto à marginal do Rio Tietê.

O total de investimentos nesta primeira etapa é da ordem de R$ 4,5 milhões, sendo que R$ 2,5 milhões foram gastos na reforma, e outros R$ 2 milhões serão aplicados na conclusão da primeira fase de intervenções. Os recursos são provenientes de compensação ambiental.  Para s éter uma idéia, o novo parque tem uma área total de 260 mil m², duas vezes maior que o Parque da Aclimação, na região central.

“Esse parque é o exemplo da importante parceria entre a Prefeitura e o Governo do Estado, que transformaram esse local em uma grande área de lazer para a população da Vila Leopoldina e toda região. Estamos dando mais um importante passo no sentido de melhorar a qualidade de vida das pessoas que aqui moram. Com esta entrega vamos atingir a marca de 100 parques entregues na cidade até o final da gestão”, disse Kassab.

A criação do parque foi inspirada na figura do indigenista, Orlando Villas Bôas e, simbolicamente, reafirma o compromisso que a cidade tem com os povos indígenas e com a preservação da Amazônia. Tanto a Prefeitura como o Governo do Estado possuem programas de proteção da floresta, com destaque para as políticas públicas de restrição ao uso de madeiras não certificadas provenientes da região amazônica. Este novo parque ratifica esta política e está sendo estruturado nos moldes do bioma amazônico.

Primeira fase

Nesta primeira fase serão entregues à população dois campos de futebol, uma quadra de futebol society (que recebeu tratamento paisagístico em volta), uma quadra poliesportiva, duas quadras e um paredão de tênis, além de uma pista de cooper – ladeada com tratamento de jardinagem em toda sua extensão -, a reforma do restaurante e lanchonete existentes, brinquedos infantis e equipamentos de ginástica para a terceira idade.

A próxima etapa prevê a ampliação do paisagismo do local com o plantio de espécies amazônicas e a criação de um jardim sensitivo com plantas aromáticas e comestíveis. Esta nova área verde será instalada junto ao espaço de lazer da terceira idade, além disso, será instalada uma pista de bicicleta em toda a extensão do parque.  Na última etapa será implantado um parque radical com a instalação de equipamentos para escalada de skate e uma pista de patins. Também serão entregues mais 11 quadras poliesportivas.

Arquitetura

Na parte de arquitetura, o parque vai receber um grande pergolado que irá atravessar toda a área, criando eixos de circulação que possam servir de orientação aos usuários. Essa estrutura, além de facilitar o deslocamento, também deverá permitir que plantas trepadeiras a utilizem como suporte para desenvolvimento. Dos eixos deste pergolado, os demais caminhos interligarão os ambientes do parque.

O projeto foi concebido pela Coordenadoria de Áreas Verdes da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, juntamente com o escritório de arquitetura Ruy Ohtake, e contou com o apoio da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.

Histórico

O parque está sendo implantado em duas áreas contíguas. A primeira, de 55 mil m², da Prefeitura abrigava a antiga Usina de Compostagem da Vila Leopoldina, cuja atividade, durante 30 anos, era a transformação do lixo orgânico em adubo, além da separação de materiais inorgânicos (plásticos, latas, entre outros). A usina foi desativada atendendo a demanda da população moradora do entorno.

A segunda área, 205 mil m², pertence à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), e foi desapropriada para dar lugar ao projeto. Quase todos os edifícios existentes deverão ser demolidos, o que vai possibilitar a ampliação da área permeável da região. Serão preservados os prédios que abrigarão as áreas administrativas, as equipes de apoio da Guarda Civil Metropolitana (GCM), do Corpo dos Bombeiros e o ambulatório. Um local especial será reservado para a criação de um museu que abrigará o rico acervo de Orlando Villas-Bôas. O projeto ficará a cargo da Secretaria Municipal de Cultura.

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